As Filipinas possuem em torno de 7600 ilhas e, e perto de 2000 delas são habitadas.
Então, fica difícil fazer uma escolha para qual delas visitar numa viagem com tempo limitado.
Já havia sido orientada de que Manila não valia a pena nem parar, especialmente por ser uma cidade muito violenta e sem muitos atrativos.
Mas acabamos passando um dia inteiro nela por uma questão de horário de voos.
Mas começamos mesmo visitando o arquipélago de Palawan, que é considerado um dos últimos refúgios ecológicos do mundo.

Nem sei como isto é possível, uma vez que as Filipinas são uma das maiores poluidoras dos mares, hoje em dia.
Chegamos via Hong Kong para Clark ao norte de Manila, porque Manila não abriga mais voos de aeronaves pequenas, e o aeroporto da Ilha de Coron bem como o aeroporto de El Nido não comportam aeronaves grandes. Então, hoje em dia não existe mais voos diretos para estes destinos a partir de Manila…. O que complica bastante o acesso.
A ilha de Coron é pequena, vive um pouco de plantio e pesca, mas basicamente do turismo.
Não é tão conhecida como a vizinha El Nido, mas mesmo assim tem uma certa quantidade de turistas.
Tem alguns hotéis de categoria melhor, mas é conhecida por ser um turismo mais “roots”, com bastante hostel e mochileiros zanzando por lá.
O turismo é bastante organizado. Ao chegar no aeroporto já tem uma pessoa logo na saída que pergunta para qual hotel vamos. Respondemos; ele grita o nome do hotel e uma van aparece para nos resgatar e levar para o hotel.
Nessa van tem outros turistas que vão para o mesmo hotel ou hotéis ao redor.
Cada van resgata passageiros para diferentes aéreas da vila, evitando assédio de taxistas que é muito comum neste tipo de situação. O preço é tabelado e acertado junto a recepção do hotel sem necessidade de barganha.
Muito tranquilo!
Existem uns 4 passeios padrões possíveis de serem feitos. Cada um para uma determinada região do arquipélago.
Todas as empresas percorrem mais ou mesmo o mesmo itinerário e tem mais ou menos a mesma rotina.
Na alta estação é fundamental sair cedo para os passeios para pegar os locais menos congestionados e aproveitar mais.
Optamos por um passeio privado, porque os passeios em grupos são muito tumultuados e o ritmo quem estabelece é o guia.
No passeio privado a gente que decide se quer ficar mais tempo num determinado local ou outro.
A região de Coron é conhecida pelos passeios com snorkel e mergulho.
Apresenta uma riquíssima vida marinha com jardins de corais super coloridos e peixes lindíssimos.
O barco que nos transporta é conhecido como “bangka”. Tem 2 estabilizadores laterais feitos de bambu ou madeira.

No meio do dia o barco para num deck de madeira bem isolado e nos oferece um almoço caseiro farto e delicioso.
Optamos de levar um caiaque junto conosco e em várias paradas pudemos remar tranquilamente naquele visual esplendoroso.
A água parece um aquário e a visibilidade tanto da superfície como do mergulho é de muitos metros.
Um diferencial desta região são as lagunas, que são super reclusas e sossegadas. Paradisíaco mesmo!
Voltávamos exaustos destes passeios pois eles requerem muito esforço físico, com sobe e desce do barco, nadando e remando o dia todo.

Numa das noites que saímos para jantar tivemos a oportunidade de assistir na quadra da escola, a um ensaio de uma dança típica da região, que a vila iria apresentar num festival dali há alguns dias.
A cultura é insular é lembra as danças das ilhas do pacífico.
Após 3 dias de estadia em Coron pegamos logo de manhã um ferry para El Nido.
O translado demorou cerca de 4 horas e o barco vai passando ao longo de inúmeras ilhas, a maior parte delas desabitadas.
A chegada na baía de El Nido é impactante pela geografia local.

A cidade tem uma estrutura turística muito maior, com muitos hotéis, restaurantes, lojas de souvenir e baladas.
Nem por isso é menos agradável.
Talvez porque fui fora da alta estação, achei tudo relativamente tranquilo.
Eu diria que a maior diferença entre Coron e El Nido é que Coron é mais sossegado, com passeios de snorkel lindos, especialmente pelos jardins de corais, e lagunas maravilhosas. Tem poucas praias.
El Nido tem uma geografia lindíssima, maior quantidade de peixinhos coloridos nos mergulhos, e praias isoladas.

Acho difícil optar por um dos dois locais. O ideal é experimentar um pouco de cada.
Em El Nido fizemos o passeio num tour com outras pessoas, todos tão jovens quanto nossos filhos e ficamos felizes por ter conseguido acompanhar o ritmo de todos!
Optamos por voltar para Manila saindo de Puerto Princesa, que é a capital do arquipélago. Primeiro porque de lá havia voo direto para Manila e também queríamos conhecer um pouco do interior da ilha.
Pegamos uma van logo cedo e passamos praticamente todo o dia viajando pois ela para em muitos lugares para embarcar ou desembarcar passageiros.
O interessante é que nesta manhã soou o alarme de tsunami pois ocorreu um enorme terremoto de escala 7,6 no arquipélago ao lado.
Como estávamos em transito não ouvimos nada, senão terá ficado apavorada.
Aliás um dos meus receios ao escolher a viagem para as Filipinas era o medo que tinha de que ocorresse um terremoto ou tsunami, de que a região é muito propensa!
Uma vez em Puerto Princesa demos uma boa volta pelo centro e mercado municipal.
No fim da tarde apreciamos o porto do sol numa orla maravilhosa onde famílias e casais estavam se divertindo também.

Uma vez em Manila pegamos um Uber, que lá se chama Grab para “intramuros” que é a região histórica e turística da cidade.
O taxista logo nos avisou que não saíssemos daquela região sozinhos e a pé e que não saíssemos do hotel a noite devido à violência.

O país passou por sucessivas colonizações ao longo de sua história.
Foi de domínio espanhol por 300 anos, estabelecendo a herança católica no pais e muitas palavras do vocabulário e nomes de família são em espanhol.
Passou para o controle dos Estados Unidos em 1898, então a maior parte da população fala minimante o inglês, o que facilita muito a viagem.
Após a segunda guerra mundial conquistou sua independência em 1946, passando para o regime ditatorial de Ferdinand Marcos que durou cerca de 20 anos de muita violência e lei marcial.
Após uma revolta popular ele foi deposto e fugiu do país.
Hoje em dia é um país relativamente estável, mas com muita corrupção.
Por fim ressalto que o povo é extremamente carinhoso, alegre e adoram karaokê 🙂



























































